Acho que é uma das poucas vezes que escrevo sem aquele "aperto no peito" , sem aquele sentimento de tristeza e muito menos de dor, me sinto leve, me sinto mais determinada, de uma maneira mais madura.
Se eu viajasse no tempo e encontrasse a Silvia de três anos atrás, eu cometeria os mesmos erros, faria amizade com as mesmas pessoas, só para não deixar de ser a pessoa que eu me tornei hoje. Acho que estou um pouco orgulhosa.
Não nego que me perdi muitas vezes no meio do caminho reneguei a minha própria essência, chorei até não aguentar mais, gastei vários cadernos tentando transcrever a minha dor, procurava respostas para questões tão bobas 'Ele me ama?' 'Vou conseguir tirar uma bota nota nessa prova?' 'Vou passar no vestibular?'
Contudo, se eu não tivesse 'perdido tempo' me preocupando com essas questões, não teria chego aonde eu me encontro hoje. Me considero uma vencedora, uma batalhadora, pra ser mais exata, que mesmo diante de tantos obstáculos, mesmo olhando pro céu e respirando fundo, nunca joguei tudo pro alto e me entreguei. Pelo contrário, discorria minhas dores em pedaços de papeis, dividia minhas aflições com meus amigos, acabava por deixa-los preocupados, porém, tudo foi se encaixando de uma maneira extraordinariamente boa. Tudo foi se resolvendo.
Perdi pessoas ao longo dessa minha caminhada? Muitas.
Me decepcionei? Inúmeras vezes.
Mas, usando aquela frase clichê "se eu pudesse voltar no tempo faria tudo novamente"
E de cá eu vou tentando melhorar ainda mais, tanto na escrita quanto na pessoa que eu me tornei, afinal o mundo está em constante mudança e eu não escapo disso.
Espero ainda desenhar muitos bonequinhos palitinhos no canto do meu caderno naquelas aulas chatas, apreciar uma boa conversa cheia de 'besteiras' para alguns, toda via, no contexto certo e no momento certo adquirem significados inimagináveis, escutar músicas aleatórias de bandas desconhecidas e usa-las como trilha sonora de um filme que só eu conhecerei e aprender a valorizar os amigos que eu tenho e poder ao menos uma vez por ano reunir todos e apreciar um belo por do sol.
Não queria pedir muito pra 'Silvia do futuro' só desejo que ela nunca deixe de acreditar nela mesma e nunca desista de lutar pelo o que ela realmente acredita e mude o mundo ou ao menos morra tentando.
Poetizando a vida e sendo, enfim, muito feliz.
No meio das aulas,pego uma folha e vou rascunhando qualquer besteira ,nada disso deve ser levado a sério.
terça-feira, 22 de abril de 2014
quinta-feira, 13 de março de 2014
"Você tá feliz?"
"Você tá feliz?"
Era o segundo dia que ele me perguntava isso não sei bem o por que que essa pergunta havia se tornado recorrente, eu sempre respondia que sim, por mais que não acreditava muito na resposta.
De uns tempos pra cá, a minha vida vem me pregado umas peças muito engraçadas e estranhas ao mesmo tempo, costumo acreditar que na vida nós temos um caminho a seguir e pessoas que percorrem esse caminho conosco, algumas deixam boas memórias e outras cicatrizes ruins de se curar, outras você não quer que deixem você e acabam deixando, além das que você queria que fossem logo embora para acabar com o seu sofrimento.
E nessa última semana cruzei com uma pessoa que foi muito benéfica pra mim há alguns anos atrás, ela se encaixava na gaveta de "boas memórias"
Eu o admirava de longe, eu via a sua vida ir e vir , não sabia como trazer essa pessoa pro meu cotidiano novamente, só conseguia fazer com que a mesma tivesse "participações especiais" na minha vida, contudo, não era da maneira que eu queria, eu queria que a nossa linha se cruzasse e caminhasse junto por um bom tempo.
Ela pode ter mudado até por que com os anos todos mudamos, toda via, sua essência permanece pela qual eu me apaixonei, o sorriso que enchia o meu peito de alegria ainda estava ali escondido, mas, estava.. e as piadinhas sem graça do ensino fundamental também.
Por uma obra do destino, do arquiteto do universo, eu me restabeleci na vida dele, de uma maneira mínima, óbvio, mas, eu estava ali, não sabia explicar muito bem como eu havia chego ali, só sentia que algo havia mudado drasticamente e eu estava voltando ao lugar de onde eu nunca deveria ter saído.
Foi quando eu percebi as cicatrizes do meu baixinho, foi quando uma lágrima escorreu pela minha bochecha, quando suspirei fundo e me perguntei por quanto tempo tinha me ausentado para as coisas chegar aonde elas estavam hoje.
Então eu jurei que ia fazer de tudo o que estivesse ao meu alcance para ajuda-lo, para mima-lo, para ama-lo e cura-lo de tudo oque ele sofreu até hoje e eu vou lutar até o fim.
Até o céu ficar cinzento, com aspecto chuvoso, estenderei minhas mãos já cansadas de toda a guerra que travei para te salvar, mesmo totalmente encharcada da chuva, com as cicatrizes, eu não vou desistir, só queria te pedir uma coisa, no fim disso tudo: Não me peça pra ir embora. Por favor.
Era o segundo dia que ele me perguntava isso não sei bem o por que que essa pergunta havia se tornado recorrente, eu sempre respondia que sim, por mais que não acreditava muito na resposta.
De uns tempos pra cá, a minha vida vem me pregado umas peças muito engraçadas e estranhas ao mesmo tempo, costumo acreditar que na vida nós temos um caminho a seguir e pessoas que percorrem esse caminho conosco, algumas deixam boas memórias e outras cicatrizes ruins de se curar, outras você não quer que deixem você e acabam deixando, além das que você queria que fossem logo embora para acabar com o seu sofrimento.
E nessa última semana cruzei com uma pessoa que foi muito benéfica pra mim há alguns anos atrás, ela se encaixava na gaveta de "boas memórias"
Eu o admirava de longe, eu via a sua vida ir e vir , não sabia como trazer essa pessoa pro meu cotidiano novamente, só conseguia fazer com que a mesma tivesse "participações especiais" na minha vida, contudo, não era da maneira que eu queria, eu queria que a nossa linha se cruzasse e caminhasse junto por um bom tempo.
Ela pode ter mudado até por que com os anos todos mudamos, toda via, sua essência permanece pela qual eu me apaixonei, o sorriso que enchia o meu peito de alegria ainda estava ali escondido, mas, estava.. e as piadinhas sem graça do ensino fundamental também.
Por uma obra do destino, do arquiteto do universo, eu me restabeleci na vida dele, de uma maneira mínima, óbvio, mas, eu estava ali, não sabia explicar muito bem como eu havia chego ali, só sentia que algo havia mudado drasticamente e eu estava voltando ao lugar de onde eu nunca deveria ter saído.
Foi quando eu percebi as cicatrizes do meu baixinho, foi quando uma lágrima escorreu pela minha bochecha, quando suspirei fundo e me perguntei por quanto tempo tinha me ausentado para as coisas chegar aonde elas estavam hoje.
Então eu jurei que ia fazer de tudo o que estivesse ao meu alcance para ajuda-lo, para mima-lo, para ama-lo e cura-lo de tudo oque ele sofreu até hoje e eu vou lutar até o fim.
Até o céu ficar cinzento, com aspecto chuvoso, estenderei minhas mãos já cansadas de toda a guerra que travei para te salvar, mesmo totalmente encharcada da chuva, com as cicatrizes, eu não vou desistir, só queria te pedir uma coisa, no fim disso tudo: Não me peça pra ir embora. Por favor.
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