sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Escuridão.


Escuridão.. não é nada mais além disso quando você está no fundo do poço, seu corpo treme, sua respiração fica falha, seus pulmões ficam pequenos e tudo parece tão turvo, você não consegue enxergar nada mais além disso.  A grande imensidão da ausência de tudo.
Você só consegue tremer e ficar sentada no fundo desse poço, você escuta vozes que estão tão longe que se tornam murmúrios. Elas devem falar algo positivo, mas, você não consegue distinguir porque não consegue ver nada além do fundo do poço. Isto é, quando você está no fundo do poço.. não tem mais pra onde olhar, senão, pra baixo.
É nesse ponto que eu quero chegar, permita-se sentir cada pontada desse momento, a dor, as lágrimas, a tristeza sem fim, mas, você não pode deixar que esse sentimento te domine ou pior.. te tire da luz. Então, olhe para o lado e veja, mesmo que sejam apenas sombras turvas, veja as pessoas que te fizeram bem durante a sua vida, visualize e sinta cada abraço, cada palavra de incentivo, cada sentimento positivo, eu sei o quanto é difícil imaginar, pois, você não consegue enxergar nada além da escuridão.
Mas, tente. Largue de mão o “não” e viva o “talvez”, tente lembrar dos pequenos momentos, do sol tocando seu rosto, de você levantando todas as manhãs, tomando seu banho e dando um passo de cada vez.
Na história da sua vida você é o sol,contudo, isso não quer dizer que não terão dias nublados, trevosos e chuvosos, vão ter dias que você não vai brilhar muito e tudo bem. Porém, não deixe esse tempo ruim dominar todos os seus dias do ano, tudo é passageiro, lembre-se que você pode brilhar quando quiser.
Logo, não há tormenta que não seja infinita, então, se o dia estiver chuvoso, coloque uma música e dance na chuva.

Permita-se viver.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Eu te vi.

Eu te vi.
Em novos lugares, conhecendo novas pessoas, estabelecendo ligações das quais não posso perguntar, eu te vi descendo e subindo a rua incontáveis vezes porque não sabia usar o Google Maps e se perdia sempre porque pegava  o ônibus errado, eu te vi na mais derradeira festa com os cabelos soltos e já sem tanta forma de tanto dançar, eu te vi conquistar grandes coisas como a sua formação e pequenas coisas como aprender a fazer arroz, eu te vi como ninguém nunca antes te conheceu, não apenas tua pele, teu pescoço e as tuas curvas, te vi sentada no canto do seu quarto com as luzes apagadas chorando como se o amanhã nunca fosse chegar, pedindo e implorando pra que tudo desse certo. Isso ninguém viu. Só eu.

Vi quando tentaram te calar, te consertar, te diminuir, quando te colocaram dentro de um quadrado de pessoa sorridente, sensível e engraçada, mas, no fundo ninguém, realmente, sabe do que você passa. Só eu.

Te vi como muito mais do que um amontoado de textões, de abraços, de lesuras e de pontos em seguida e tudo bem que você não me enxergue, eu só queria que você compreendesse que a melhor parte de você vai muito além da sua formação, das suas lágrimas, da sua sensibilidade e do seu jeito estabanado, você é feita de sentimentos e oque acontece a partir desse ponto é consequência disso, isso nunca foi um defeito.

Eu entendo que você admire tudo oque conquistou, mas, não quero que você jogue fora os tijolos mais importantes da sua construção. Isso te levaria pra longe de você mesma.

E é sobre isso que eu quero falar, que você não deve tirar tijolo nenhum da sua construção por causa de ninguém. Você não deve se desmoronar.


Você não deve se imaginar como um gasto, como um peso ou até mesmo como um acúmulo de sentimentos ruins. Quando você estiver nesse estado, eu vou estar lá e por mais que as pessoas insistam em falar que aquele não é o seu lugar, eu quero que você – chorando ou não- diga, em alto e bom som:  
- Eu, me aceito, com todos os erros e defeitos, que entendo que o passado realmente foi importante, mas, oque realmente existe agora é o presente. O fim do meu antigo eu, foi um novo começo pra mim.  Eu me reconstruo todos os dias com a minha nova linguagem que não precisei de nenhum diploma pra lecionar, mas, foi preciso de 24 anos da minha vida pra aprender.. o amor próprio.